Yo hablo. Pero... ¿Quién corrige? A correção de erros fonéticos persistentes nas produçoes em espanhol de aprendizes brasileiros. Brandão, L R Ph.D. Thesis, Instituto de Estudos da Linguagem, Universidade Estadual de Campinas.
Yo hablo. Pero... ¿Quién corrige? A correção de erros fonéticos persistentes nas produçoes em espanhol de aprendizes brasileiros [link]Paper  abstract   bibtex   
O nosso interesse pelo tema central desta pesquisa teve início na sala de aula, a partir da observação de que a maioria dos alunos brasileiros continuavam apresentado erros fonéticos persistentes nas suas produções em Espanhol, apesar de possuírem um histórico relativamente longo de aprendizagem formal desta língua. Propusemo-nos, então, a identificar, descrever e analisar a ocorrência desse tipo de erro junto a um grupo de cinco alunos, ao mesmo tempo em que buscávamos evidências da presença de formas de reconhecimento de tais erros manifestadas por esses aprendizes, traduzidas em diferentes atitudes no contexto de sala de aula. Partindo da identificação dos erros fonéticos persistentes na produção dos alunos, procuramos caracterizar e interpretar os procedimentos de correção ou de tratamento desse tipo de erro empregados pela professora, sujeito da pesquisa. Com o objetivo de reunir os subsídios necessários para descrever o sistema fonético dos idiomas em contato no nosso contexto de pesquisa, elaboramos um estudo comparativo entre eles, contemplando algumas das variações dialetais de ambos os idiomas, sempre que possível. Os dados coletados junto aos alunos apontam para o fato de que a maioria dos erros considerados como persistentes na sua produção ocorrem devido à transferência de padrões fonéticos do Português ao Espanhol. Por outro lado, foi possível identificar uma série de erros de natureza intralingüística na fala desses alunos que ocorrem em menor escala. Na maioria dos casos, os erros fonéticos formalmente apontados pelos aprendizes em resposta aos questionários e às entrevistas não correspondem aos erros identificados como persistentes nas suas produções. O reconhecimento da presença desse tipo de erro não é manifestado pelos aprendizes diante da maioria das suas ocorrências, seja de forma espontânea (em sala de aula), ou sob estímulo (nos testes de percepção). As formas de correção empregadas pela professora diante dos erros fonéticos produzidos pelos seus alunos não parecem estar atreladas a qualquer critério objetivamente preestabelecido e tendem a ser rotinizantes. Entre os procedimentos de correção adotados pela professora, não foram identificadas estratégias diferenciadas de tratamento dos erros fonéticos persistentes.
@phdthesis{brandao_yo_2003,
	Author = {Brandão, L R},
	Date = {2003},
	Date-Modified = {2017-03-17 23:09:42 +0000},
	Keywords = {ELE, L2, L2 teaching, Portuguese, pronunciation teaching},
	Read = {1},
	School = {Instituto de Estudos da Linguagem, Universidade Estadual de Campinas},
	Title = {Yo hablo. Pero... ¿Quién corrige? A correção de erros fonéticos persistentes nas produçoes em espanhol de aprendizes brasileiros},
	Type = {Dissertação de mestrado},
	Url = {http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000294467&opt=1},
	Abstract = {O nosso interesse pelo tema central desta pesquisa teve início na sala de aula, a partir da observação de que a maioria dos alunos brasileiros continuavam apresentado erros fonéticos persistentes nas suas produções em Espanhol, apesar de possuírem um histórico relativamente longo de aprendizagem formal desta língua. Propusemo-nos, então, a identificar, descrever e analisar a ocorrência desse tipo de erro junto a um grupo de cinco alunos, ao mesmo tempo em que buscávamos evidências da presença de formas de reconhecimento de tais erros manifestadas por esses aprendizes, traduzidas em diferentes atitudes no contexto de sala de aula. Partindo da identificação dos erros fonéticos persistentes na produção dos alunos, procuramos caracterizar e interpretar os procedimentos de correção ou de tratamento desse tipo de erro empregados pela professora, sujeito da pesquisa. Com o objetivo de reunir os subsídios necessários para descrever o sistema fonético dos idiomas em contato no nosso contexto de pesquisa, elaboramos um estudo comparativo entre eles, contemplando algumas das variações dialetais de ambos os idiomas, sempre que possível. Os dados coletados junto aos alunos apontam para o fato de que a maioria dos erros considerados como persistentes na sua produção ocorrem devido à transferência de padrões fonéticos do Português ao Espanhol. Por outro lado, foi possível identificar uma série de erros de natureza intralingüística na fala desses alunos que ocorrem em menor escala. Na maioria dos casos, os erros fonéticos formalmente apontados pelos aprendizes em resposta aos questionários e às entrevistas não correspondem aos erros identificados como persistentes nas suas produções. O reconhecimento da presença desse tipo de erro não é manifestado pelos aprendizes diante da maioria das suas ocorrências, seja de forma espontânea (em sala de aula), ou sob estímulo (nos testes de percepção). As formas de correção empregadas pela professora diante dos erros fonéticos produzidos pelos seus alunos não parecem estar atreladas a qualquer critério objetivamente preestabelecido e tendem a ser rotinizantes. Entre os procedimentos de correção adotados pela professora, não foram identificadas estratégias diferenciadas de tratamento dos erros fonéticos persistentes.},
	Bdsk-Url-1 = {http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000294467&opt=1}}
Downloads: 0