Des-re-territorialização e resistência Xavante: o retorno a Terra Indígena Marãiwatsédé. BAMPI, A., DUTRA, M., SILVA, C., & DIEL, J. Campo-Território: Revista de Geografia Agraria, 26:341–365, 2017.
Paper doi abstract bibtex Descreve-se o desapossamento e desterritorialização da comunidade indígena xavante por forças capitalistas e a história para reaver seu território. A Terra Indígena (TI) Marãiwatsédé está situada a nordeste do Estado de Mato Grosso, Brasil, na região do Baixo Araguaia, onde registros indicavam a presença dessa comunidade há mais de três séculos. Após 1960, empreendimentos latifundiários foram implantados e estabeleceram a monocultura de pastagens à pecuária extensiva. Com subsídios estatais, grupos econômicos realizaram a exploração florestal e a abertura de terras sobre o território xavante. Os nativos foram realocados forçosamente com apoio do regime militar. Com essa transferência, muitos vieram a óbito por doenças e depressão, causadas pelo desenraizamento violento. O modo de ocupação capitalista se sobrepôs à territorialidade indígena e a proteção jurídica pelo Estado brasileiro foi negligenciada. Em 2014, após longo processo jurídico, a comunidade xavante retornou ao seu espaço, mas o encontra em estado de alta degradação ambiental.
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