O brinquedo de programar nos núcleos de educação infantil de Balneário Camboriú: compreendendo o uso do RoPe pelos docentes. Cechinel, C. T. Master's thesis, Universidade do Vale do Itajaí, 2022. Orientador: Prof. Dr. André Luís Alice Raabe
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A presente pesquisa caracteriza-se como um estudo de caso, sobre o Projeto RoPE na Educação Infantil de Balneário Camboriú. Apresenta como objetivo geral: investigar o uso que está sendo feito do Brinquedo de Programar RoPE, que foi distribuído aos NEIs de Balneário Camboriú. Onde definimos os objetivos específicos: Descrever o projeto RoPE; Caracterizar o uso do RoPE na rede de Balneário Camboriú; Identificar obstáculos e oportunidades na utilização do RoPE; Compreender as diferentes atividades com uso do RoPE, que são desenvolvidas pelos docentes na Educação Infantil. RoPE é um brinquedo de programar, desenvolvido pelo Laboratório de Inovação Tecnológica (LITE) da Univali, que disponibiliza o RoPE para o Município desde 2017, com o apoio do Ministério Público e da Prefeitura de Balneário Camboriú. Desse modo, esta pesquisa é vinculada à linha de pesquisa Cultura, Tecnologia e Aprendizagem do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), e do Grupo de Pesquisa Informática na Educação. O brinquedo de programar tem sido discutido como um meio valioso para cultivar as habilidades do século XXl, tendo o potencial de promover o aprendizado, o desenvolvimento cognitivo e social e os primeiros passos das crianças na primeira infância ao mundo da programação através do lúdico em ambientes educacionais. O referencial teórico foi construído pelas concepções de Papert, Raabe, Zorzo,Blikstein, Brougère, Gadotti, Giraffa, Wing, artigos e dissertações que tratam das tecnologias e o uso do Brinquedo de Programação na Educação Infantil. Com caráter quantitativo e qualitativo, a coleta de dados envolveu uma pesquisa exploratória sobre o Projeto RoPE e solicitação de informações preliminares à Secretaria Municipal de Educação. Foi elaborado um questionário on-line com questões abertas e fechadas para os sujeitos da pesquisa que são os professores de Educação Infantil da rede municipal de Balneário Camboriú. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva e análise de conteúdo, e foram classificados seguindo os eixos tecnologias na Educação Infantil e o uso do RoPE. Os resultados indicam que, dos 27 NEIs, somente 21 NEIs receberam o brinquedo RoPE. Foi possível perceber que esses professores têm a compreensão de que as tecnologias devem estar presentes no ensino infantil, e que eles se sentem seguros quanto ao uso delas em sua prática. Nos relatos ao mesmo tempo que são a favor, também demonstraram prudência quanto à sua efetivação na realidade de cada NEI, salientando a importância de um equilíbrio no uso com as crianças pequenas. Quanto ao Projeto RoPE, objeto de estudo desta pesquisa, concluímos uma excelente aceitação entre os professores em relação ao projeto. A maioria dos professores, incluem o uso RoPE em seus planejamentos, e se sentem seguros quanto a utilização do brinquedo de programar. Com relação aos obstáculos, os professores relatam um número grande de crianças para se trabalhar com o RoPE, outro fator elucidado foi a capacitação de professores para o uso do RoPE com as crianças pequenas; a quantidade insuficiente de brinquedos RoPE por NEI, foi pontuado entre os professores e que o RoPE não fica de livre acesso em alguns casos, e a manutenção do brinquedo alguns casos deixou a desejar. A pesquisa realizada, permitiu investigar um exemplo concreto do uso do Brinquedo de Programar na Educação Infantil, promover uma reflexão acerca do tema, o qual carece de maior aprofundamento por ter pouco apoio nos documentos norteadores da Educação Infantil quanto ao uso do brinquedo de programação, uma vez que a sociedade demonstra que cada vez mais cedo as crianças, fora do espaço escolar, têm acesso facilitado à tecnologia. Nesse sentido o professor é a força motriz nesse processo, que é pela vontade dele em inovar que acontecerá a mudança que está intimamente relacionada à capacidade criativa do professor no momento que ele conhece e adota novas estratégias para motivar as crianças.

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